domingo, 17 de outubro de 2010

Qual a diferença entre EXÚ e APOLO?

Qual a diferença entre EXÚ e APOLO?

Esta é a pergunta que estou fazendo a vocês. Antes de dar a resposta eu gostaria que escrevessem em um pedacinho de papel as três primeiras palavras que vêem a sua cabeça para cada um; três para EXÚ e três para APOLO. Eu apostaria que, para muitas pessoas, as palavras associadas à entidade Grega são belas, nobres e honradas enquanto que as associadas à Africana são palavras de repúdio, medo e desprezo. E isto não é de espantar quando se observado em uma cultura de forte raiz européia.

Acontece que, segundo os seus seguidores, ambas as entidades são associadas a bons propósitos em suas religiões, gozam de respeito perante às outras divindades de sua respectiva crença e são tidos como defensores de um determinado povo contra forças malignas.

Talvez a pergunta a ser feita agora seja: "Então por que elas não causam a mesma impressão?". Exú está representado no povo africano e suas ramificações no Brasil, Cuba, Haiti... povos de cuja cultura sempre foi reprimida e maculada pela cultura de origem européia que se instalou no Brasil. Apolo está representado no antigo povo grego, rotulados como pioneiros da ciência e adotado carinhosamente pelas culturas de origem europeia. Um era representado em imagens escuras de madeira. O outro, em mármore. Os povos que toleavam um, não exerciam tanto poder de formar opinião quanto o outro até pouco tempo atrás, senão até hoje.

Agora me parece tudo bem compreensível.

Parece que a diferença entre ambos é grande por se tratar de tempo e contextos tão distintos, apesar de ambos figurarem como entidades com as quais seu povo pôde sempre crer.

2 comentários:

  1. Primeiramente parabéns pela postagem Tales, muito intereesante o assunto. Mais olha, eu acho assim...
    Houve, com o decorrer dos séculos, um sincretismo religioso, ou seja, uma mistura curiosa e diabólica de mitologia africana (acho que talvez isso possa, pelo menos num primeiro momento, explicar a diferença entre os dois deuses perante as pessoas). A própria cultura africana, as histórias mitológicas africanas, os elementos litúrgicos africanos, bem como a figuras místicas e antropomórficas africanas foram erradamente vistas de maneira demonizadas. Pra falar a verdade mesmo sabe Tales, eu considero como ignorância o reconhecimento como arquétipos os deuses primitivos somente das civilizações européias.

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  2. Muito sábia sua reflexão, uma ótima análise sobre proconceito e sincretismo religioso.

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